sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PAIS CONTROLADORES E A VIDA DOS FILHOS



PARTE II

Depois que escrevi o texto “PAIS CONTROLADORES E A VIDA DOS FILHOS”, recebi algumas manifestações de filhos que se identificaram com o tema. Percebe-se que existem muitos jovens adultos que sofrem com as exigências e cobranças de pais que querem controlar as suas vidas.


Um deles, um jovem com mais de 30 anos de idade, preocupado não somente com a própria situação, mais também com de outros filhos em circunstâncias semelhantes, por e-mail me disse: “... quero servir de exemplo pra outros filhos que estão passando pelas mesmas dificuldades”.

Esse jovem descreve o relacionamento com seu pai assim: “Meu pai é um homem bom, hora afetuoso e brincalhão, quando fazemos o que lhe convém, é lógico. Porém controlador, bravo, com todas as características do texto citado. (...) Já sofri muito e venho sofrendo com isso, esse controle dele, o jeito de querer dizer de tudo até o que eu posso ou não fazer...”.

Certamente, esse pai ama seu filho. No entanto, os pais são pessoas normais com suas limitações, suas carências, seus medos, suas angústias, suas inseguranças. E também tem vontades e sonhos, sejam eles pessoais ou familiares.

Os sentimentos positivos e negativos em nossas mentes (não diferente nos pais) quando fortemente enraizados em nossas almas, definem o comportamento, as atitudes e a forma como vamos nos comportar e relacionar diante das circunstancias, das pessoas, nas relações no trabalho, com o mundo e principalmente dentro da família, onde os pais se sentem com o “poder” sobre seus membros. 

Pais que carregam sentimentos negativos em suas mentes de maneira mais intensa, geralmente são pessoas que na infância também sofreram algum tipo de carência, criticas, não aceitação, abandono emocional, rejeição, julgamento e muitas vezes tiveram todos os dias que buscar aceitação das pessoas do seu convívio. Em grande parte dos próprios pais. Como podemos cobrar algo diferente dessas pessoas?

Para filhos de pais com esse perfil, sugiro que busquem a compreensão, a compaixão e principalmente a gratidão por tudo que eles fizeram pelas suas vidas. O autoconhecimento também é um caminho poderoso para o entendimento da nossa capacidade como pessoa. Não é uma tarefa fácil, mas possível. 

Constam em todas as Escrituras Sagradas das Grandes Religiões do mundo: “Honrar Pai e Mãe”, e também na Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade da Seicho-no-ie : “ ... Dentre os teus irmãos, os mais importantes são teus pais. Mesmo que agradeças a Deus, se não consegues, porém, agradecer a teus pais, não estás em conformidade com a vontade de Deus.”

Nas palavras do filósofo Bert Hellinger, os pais entregam aos filhos a totalidade do que possuem: A Vida. E os filhos a recebem na sua totalidade sem nada excluir e sem nada acrescentar. Assim, aceitam a totalidade da vida.

Isso é sublime. É misterioso. É espiritual. É necessário para que os filhos possam seguir adiante com felicidade, alegria e com as bênçãos dos pais e dos antepassados. Aceitando aos pais e à vida como lhe foi dado.

O dever dos pais na vida dos filhos é conquistá-los, desde a infância, com o exemplo de suas atitudes, comportamentos, discernimentos, amor e sabedoria  transmitindo-lhes confiança, respeito e companheirismo.

Os pais devem respeitar seus filhos como espíritos individuais, pessoas únicas, acreditar, admirar e amá-los. Não amor de primeiro estágio – amor apego, mas com amor sublime, acreditando que o filho tem capacidade e sabedoria para seguir adiante.

Um dia os filhos ficam adultos e muitas responsabilidades são apresentadas. Temos que tomar decisões, fazer escolhas, seguir determinado caminho e também muitos formarão suas famílias.  É quando precisamos partilhar.

Creio que as exigências, controles e manipulações dos pais tem como conseqüência diminuir ou minar a autonomia, soberania e o poder dos filhos adultos de decidirem suas próprias vidas. Isso deve ser “combatido” decididamente, com sabedoria e determinação para o bem e felicidade da vida do próprio filho.

Filhos de pais controladores e dominadores que têm a consciência clara do que querem e buscam criam estratégias para se livrarem ou amenizarem as conseqüências das atitudes e ações dos genitores. Os que conseguem tornam-se pessoas fortes, livres, corajosas, equilibradas e se realizam como seres humanos.

Os demais se perdem nos “labirintos” da vida, sem forças para impor suas escolhas, suas crenças e seus sonhos. Vivem como “satélites” a redor desses pais buscando a sua aceitação e aprovação para tudo. Muitos, inconscientemente, se desfazem de suas famílias, apagam seus sonhos e suas crenças para ter essa aceitação. 

Transformam-se em pessoas fracas, lutando sem sucessos, tristes e assistindo a vida passar. Verdadeiras “Almas Perdidas” em conseqüência dos caprichos de seus pais controladores e egoístas. Uma pena!! 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

EXISTEM LEIS QUE REGEM O AMOR NO SISTEMA FAMILIAR


“Você é aquilo que você mais valoriza na vida.”  
“Você é aquilo pelo que está disposto a morrer.”                                                              

                             John Dewey


Quando escrevi o texto: PAIS CONTROLADORES E A VIDA DOS FILHOS o nosso filho caçula pediu-me para escrever também sobre os comportamentos de filhos.  Não visão dele existe alguns filhos e filhas que não demonstra gratidão e respeito pelos seus pais apesar destes fazerem o que podem pelos filhos. Achei interessante essa percepção.

 

Então resolvi pesquisar por que a convivência e o relacionamento entre pais e filhos são envolvidos por tantos sentimentos contraditórios como culpa, ressentimentos, magoa, tristezas, angustias. E do outro lado, amor, dedicação, doação, respeito e amparo. As conseqüências desses sentimentos em suas vidas seguem geralmente por toda a existência e estendem-se às gerações seguintes.

As Escrituras Sagradas das grandes religiões do mundo ensinam cada uma de sua forma, que os filhos devem: “honrar pai e mãe”. Acredito que para muitos filhos e filhas, esse sentimento não é tão simples de ser colocado em prática na sua totalidade, sem que exista alguma barreira emocional.

Para muitos pais e mães são desconhecidos os ensinamentos e orientações de como se livrar de suas próprias emoções negativas que receberam e carregam de seus próprios pais, que por sua vez receberam de seus antepassados, e evitar a transferência de parte deste “lixo emocional” para seus descendentes. 

Em 1980, filósofo e terapeuta alemão Bert Hellinger, desenvolveu um método ou técnica de acessar o inconsciente pessoal e coletivo da família através de procedimentos em grupos terapêuticos. Deu o nome de Constelação Familiar, depois de Movimentos da Alma, e atualmente Movimento do Espírito – uma Ciência dos Relacionamentos.

Esse método é um modo terapêutico de ação que tem como objetivo visualizar a “Ordem” na família, mostrando qual o lugar de cada um. Não é ditame, coerção, nem regras fixas, mas a ordem do amor. São leis naturais que governam todo o sistema familiar. O método recoloca o amor de cada membro da família no seu lugar e por isso tira um peso da alma de quem carrega funções que não lhe competem na hierarquia.

Hellinger observou em cada família (clã) as ordens que são necessárias e repetidas ao longo das gerações e em todos os grupos familiares. São elas: o pertencimento, a hierarquia e o equilíbrio. Ele denominou de “ordens do amor na família”.

No Pertencimento perpetuam os vínculos afetivos por amor profundo. Cada família (clã) ou grupo familiar exige que todos os seus membros tenham o mesmo direito de pertencer. Essa exigência é inconsciente/oculta. Essa ordem “oculta” ou inconsciente da família (clã) exige compensação, caso haja desordem e exclusão.
Então, os excluídos, negados ou esquecidos devem ser representados nas gerações futuras. Uns irão tomar o lugar do excluído e farão igual na geração posterior. Aí está o destino.
Na Hierarquia da família (clã) ninguém pode tomar o lugar do outro. A ordem é sempre dos mais antigos para os mais novos. Não se pode inverter a ordem na família, e os mais novos não devem tomar a si as dores dos mais antigos. Isso enfraquece a alma dos antecessores. A desordem, quando estabelecida, traz desequilíbrio e doenças. Esse desequilíbrio pode atravessar de três a quatro gerações com os mesmos distúrbios.

O Equilíbrio na família (clã) é restabelecido quando o sistema fica estável e quando o dar e o tomar se equilibram. O certo é que os pais dão e os filhos tomam aquilo que querem. A arrogância dos filhos para com os pais não ganha sentido positivo nas suas realizações de vida. Fracassam e exigem um peso excessivo aos filhos.

Nas palavras de Bert Hellinger a “Ordem do Amor entre pais e filhos” funcionam assim:
“O primeiro ponto é que os pais, ao darem a vida, dão à criança, nesse mais profundo ato humano, tudo o que possuem. A isso eles nada podem acrescentar, disso nada podem tirar. Na consumação do amor, o pai e a mãe entregam a totalidade do que possuem. Pertence, portanto, à ordem do amor que o filho tome a vida tal como a recebe de seus pais. Dela, o filho nada pode excluir, nem desejar que não exista. A ela, também, nada pode acrescentar.”

“O filho é os seus pais. Portanto, pertence à ordem do amor para um filho, em primeiro lugar, que ele diga sim a seus pais como eles são, sem qualquer outro desejo e sem nenhum medo. Só assim cada um recebe a vida: através dos seus pais, da forma como eles são.”

“Esse ato de tomar a vida é uma realização muito profunda. Ele consiste em assumir minha vida e meu destino, tal como foram dados através de meus pais. Com os limites que me são impostos. Com as possibilidades que me são concedidas. Com o emaranhamento nos destinos e na culpa dessa família, no que houver nela de leve e de pesado, seja o que for.”

“Essa aceitação da vida é um ato religioso. É um ato de despojamento, uma renúncia a qualquer exigência que ultrapasse o que me foi transmitido através de meus pais. Essa aceitação vai muito além dos pais. Preciso olhar para além deles, para o espaço distante de onde se origina a vida e me curvar diante de seu mistério. No ato de tomar os meus pais, digo sim a esse mistério e me ajusto a ele.”

“O efeito desse ato pode ser comprovado na própria alma. Imaginem-se curvando-se profundamente diante de seus pais e dizendo-lhes: “Eu tomo esta vida pelo preço que me custou a vocês e que custa a mim. Eu tomo esta vida com tudo o que lhe pertence, com seus limites e oportunidades”. Nesse exato momento, o coração se expande. Quem consegue realizar esse ato, fica bem consigo, sente-se inteiro.”

“Como contraprova, pode-se igualmente imaginar o efeito da atitude oposta, quando uma pessoa diz: “Eu gostaria de ter outros pais. Não os suporto como eles são”. Que atrevimento! Quem fala assim, sente-se vazio e pobre, não pode estar em paz consigo mesmo.”

“Algumas pessoas acreditam que, se aceitarem plenamente seus pais, algo de mal poderá infiltrar-se nelas. Assim, não se expõem à totalidade da vida. Com isto, contudo, perdem também o que é bom. Quem assume seus pais como eles são, assume a plenitude da vida como ela é.” 

Acredito que despertar esse sentimento no profundo da alma e do coração é um ato sublime. Um ato de evolução espiritual. A partir desse momento, imagino que a nossa vida, de nossos filhos, de nossos descendentes e das pessoas com quem convivemos terá outro sentido. Viveremos mais leves e com mais sabedoria no entendimento das relações familiares e podemos reverenciar nossos antepassados com mais sabedoria e amor sem apego, permitido que cada membro da família viva o seu “Destino.” Cada um com sua missão e no seu lugar no sistema familiar.

Ainda estou me aprofundando no estudo desse método terapêutico criado por Hellinger, mas acredito que é um caminho de conhecimento que possamos utilizar para entendimentos de muitas causas que afligem os relacionamentos de pais e filhos e que se estendem aos outros membros familiares.  

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PAIS CONTROLADORES E A VIDA DOS FILHOS


PARTE I

"O amor é a lei de Deus. Vivemos para poder aprender a amar. Amamos para aprender a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem" 
                                                                                                                                                                                 - Mikhail Naimy - 

Estava num local publico onde se encontrava um grupo de três ou quatro famílias. Quando ouvir uma mãe criticando, julgando e censurando, a filha adolescente com idade de mais ou menos quatorze anos de idade, para o restante do grupo.

Essa mãe, na minha percepção, tinha uma energia muito forte em relação ao grupo, era dominante e liderava a todos. Passados alguns minutos a filha chegou para se juntar ao grupo. 

Quando observou que era motivo de reclamações e criticas vinda da mãe, Ela ficou tão furiosa e começou uma discussão entre as duas.

A menina gritou em direção à mãe fazendo algumas afirmações como: “você nem me conhece”, “nunca deu importância para mim”, “não sabe nem quando menstruei”, “ se não fosse meu pai para cuidar de mim”, “Você só se importa com quem faz o que você manda e fica puxando seu saco”, “você quer mandar em todo mundo”, “tenho dó do meu pai por viver com você”, “não to nem ai para você”. E algumas outras. E saiu muito nervosa.

A mãe começou a justificar ao grupo que sempre trabalhou muito para dar a filha o melhor e recebia a ingratidão.

Acredito, sinceramente, que na visão daquela a mãe ela está fazendo o melhor que pode a filha. No entanto, aparentemente, a forma como está conduzindo o relacionamento entre as duas está levando a filha ao desespero, distanciamento, a insegurança e ao medo.

Existem pessoas que nascem “com a natureza forte”. Na verdade com uma energia controladora, dominadora, e “de liderança” sobre outras e as circunstâncias ao seu redor. Com o poder de controlar tudo a sua volta.

Essas pessoas têm a capacidade e a força de envolver, persuadir, convencer, controlar e manipular atitudes, comportamentos e decisões na vida de quem vive a sua volta.  

Elas podem ser qualquer pessoa que direta ou indiretamente dependemos emocionalmente, psicologicamente e/ou financeiramente por relação de parentesco ou hierarquia como chefes, professores e outros.

Pessoas com essa natureza geralmente são críticas, julgadoras, cobradoras, manipuladoras, incompreensíveis, preconceituosas. Quando não atendidas ou incompreendidas em suas ações se sentem vítimas e constantemente faz papel de juiz na vida dos outros.

E quando essa pessoa está no papel de pai ou mãe? O “Controle” que elas exercem sobre filhos, filhas e os demais membros da família é bem mais poderoso. Filhos nesse ambiente crescem e vivem mesmo depois de adultos inseguros, carentes, submissos, fracos, infelizes e com medo da vida.

Nas palavras do escritor James Van Praagh: “Quando somos crianças, existe um padrão estabelecido: os filhos devem esforçar-se para conquistar o amor dos pais, e os pais moldam os filhos para fazer deles o que esperam que sejam. Para quem vem de famílias muito exigentes ou fechadas, o esforço para agradar pode ser interminável”.

À medida que as crianças crescem, os desejos dos pais permanecem em seu subconsciente e tornam-se parte de sua programação. Na idade adulta, sua auto-estima pode depender da aceitação dos outros, da mesma maneira como procuravam agradar os pais para conseguir seu amor. O que acontece é que estes adultos nunca chegam realmente a viver para si mesmos.

Quantas vezes dizemos ou fazemos alguma coisa que não é inteiramente verdadeira, apenas para sermos apreciados ou para nos sentirmos próximos de outra pessoa, e logo em seguida nos arrependemos? Tentar agradar as pessoas é o de menos, pois já fizemos coisas mais sérias por medo da rejeição. Muitos sacrificam seus sonhos individuais e seus desejos para atender as expectativas dos outros.

Posso listar aqui intermináveis exemplos de pais e mães que quando os filhos e filhas eram pequenos e podiam “controlá-los e exigir-los” determinada conduta ou comportamento e estes obedeciam, os consideravam como excelentes filhos e filhas.

A partir do momento que esses filhos e filhas foram adquirindo a sua independência emocional, psicológica e alguns até financeira e começaram a expressar suas opiniões, gostos, escolhas e preferências demonstrando que parte do “arcabouço familiar” (Estrutura dos princípios da família) adquiridas e/ou elaboradas pelos pais não foram totalmente acolhida passaram a serem criticados, julgados e abandonados emocionalmente por não adotar na sua totalidade esses princípios como os unicamente os corretos. 

Esses filhos são lançados num mundo de emoções desequilibradas, carências, submissão, mentiras, medo, rejeição e continuam convivendo no meio do redemoinho de energias ruins, criados por esses pais e/ou mães, por medo da rejeição, da critica e do julgamento.

Ficam sem coragem e forças de “lutar e enfrentar” a conduta derivada da “natureza forte” desses pais e/ou mães e terminam seguindo uma vida sem dignidade, sem determinação, sem realizar seus sonhos, sem lealdade as suas escolhas e preferências. Sendo homens e mulheres infelizes, carentes, submissos e sem personalidade.   Uma grande pena !

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

NOSSA VIDA É ÚNICA!

                                   
   "Todo mundo é único. Não se compare a qualquer pessoa,  para não estragar os desígnios de Deus."                                                                                                                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                                         Baal Shem Tov 
Durante uma conversa entre duas jovens senhoras falando de uma terceira pessoa, ouvi uma delas questionar com toda energia: “Por que tenho que ouvir e saber que a vida dela é sempre boa, a sua família e seu casamento estão sempre bem”?  E continuaram a conversa  seguindo nessa linha. 

Não é incomum esse sentimento entres as pessoas – sejam elas colegas de trabalho, de escola, da faculdade, vizinhos, amigos e principalmente entre os familiares – irmãos, primos, netos, tios, sobrinhos, noras, genros, sogros, sogras até mesmo entre pais e filhos, mesmo que de forma bem sutil.

Acredito que todos nós já tivemos esses sentimentos. Quantas vezes nos pegamos sentindo essa “inveja” seja ela com menor ou maior intensidade. E também quantas vezes somos vítimas de outras pessoas com tais sentimentos em relação a nossa vida.

Imagino que quando se demonstram tal sentimento, “a inveja”, na verdade estão acreditando que realmente a outra pessoa tem uma vida melhor.

De onde vem esse sentimento? Na minha visão somos educados para viver em um ambiente de competição e comparação das conquistas.  Quando criança, a nossa aparência física, a nossa capacidade de aprendizado e a nossa inteligência são comparadas com a dos nossos irmãos, primos, filhos dos colegas dos nossos pais, filhos dos vizinhos e etc.

E continuamos a fazer essas comparações conscientemente ou inconscientemente na adolescência e seguimos  na vida adulta comparando com todas as pessoas que conhecemos e convivemos em diversos ambientes de relacionamentos de nossa vida. 

Isso por que  fomos treinados desde a infância ter esse comportamento.

Passamos a observar que pessoas ou membros de nossa família que viveram nas mesmas condições, no passado, que as nossas, seguiram rumos diferentes em suas vidas. Ou que aquela pessoa ou família sempre pareceu ter mais sorte que a nossa. 

Imagino que é aí que aparece um sentimento de injustiça na mente das pessoas.

Mas, para mim, não existe injustiça. O que as pessoas têm é o que merecem - coisas boas ou ruins – sejam nos relacionamentos, saúde, bens materiais, conquistas profissionais - nossas ou de nossos descendentes. Tudo por merecimento. Ninguém tem nada que não mereça. Nada por acaso. O Universo, a Natureza, Deus é sempre perfeito e justo.

Por que então essas diferenças nas vidas das pessoas e de suas famílias?

Acredito que, além da nossa formação no seio da família, quando nascemos recebemos de nossos antepassados grande carga de informações nos nossos DNA’s que vão contribuir para a formação de nossa personalidade, caráter, crenças e como conseqüência formar o nosso “destino” seja para uma vida de realizações ou uma vida com grandes dificuldades.

São informações relacionadas às crenças religiosas, econômicas, financeiras, moral, de caráter, costumes regionais, limitações, carências, abandonos, sentimentos de disputas, poder e etc.

Como vamos trabalhar e tratar essas informações cabe a cada um de nós, através da nossa capacidade de perceber e selecionar o que realmente pode contribuir para uma vida melhor nossa e de nossos descendentes.

Segundo os estudos das Constelações Familiares - criado pelo filósofo Bert Hellinger – temos a tendência de recriar os mesmos sistemas de pensamentos, atitudes e crenças de nossos ancestrais.

Obviamente, nossos antepassados viveram em épocas distintas a nossa, onde suas crenças e conhecimentos eram adequados às referidas épocas em que viveram. Assim como o que estamos vivemos neste momento, para nossos descendentes muitos destes conhecimentos e crenças não terão mais sentido.

Se recriarmos os sistemas de crença dos nossos ancestrais de pensamentos negativos, carências, críticas, lamentações, pessimismos e julgamentos de pessoas e da vida certamente teremos uma vida com resultados nebulosos e sombrios.

Muitos descendentes com respeito, sabedoria e amor souberam selecionar, rejeitar e trabalhar sistemas de crenças recebidos de seus ancestrais em seus DNA’s que pudessem criar obstáculos para seguirem em frente. Visaram uma vida mais iluminada para si e para seus descendentes. Formaram famílias maravilhosas, equilibradas, amorosas e espiritualizadas utilizando o amor que receberam. 

Nosso dever é dar continuidade ao aprimoramento e seguir a vida iniciada por aqueles que no passado fizeram o melhor que podiam. Utilizando as crenças positivas e iluminadoras que recebemos e descartando as crenças que na atualidade não fazem mais sentido, por estarem obsoletas para o estagio em que se encontra a evolução da humanidade.

Para isso, a busca do autoconhecimento, da evolução espiritual, moral, intelectual, da  liberdade para pensar, agir, sonhar e de ser, pode nos livrar de sentimentos de carências, rejeição, vítimas e injustiça e nos levar para uma vida de compreensão, sabedoria, amor e a aceitar as pessoas, a vida e o mundo como realmente são. Sermos livres. 

 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

VOCÊ ACHA O MUNDO INJUSTO?


“A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia”.
                                                                                     Albert Einstein


Em todos os momentos de nossas vidas nos deparamos com pessoas que levam uma vida com grandes dificuldades. Doentes, com poucos recursos financeiros, materiais, na miséria, abandonadas, com relacionamentos ruins, solitárias, discriminadas, rejeitadas, humilhadas e abandonadas pelas pessoas, pela família e pelo Estado.

Encontramos também aquelas que vivem “dando um duro danado”, vivem para sustentar e acolher outros membros da família e apesar de tudo isso são acometidas por tragédias naturais (enchentes, tornados, seca), tragédias familiares (mortes, acidentes, doenças), perda de emprego, separações e outros tipos de perdas.

Quando olhamos para essas pessoas e suas vidas, temos a sensação de que o mundo é injusto, mau e cruel. Parece que para alguns existem a sorte e para outros somente o azar e o sofrimento.

Chegamos a pensar que os acontecimentos em nossas vidas são por mero acaso. E finalmente pensamos que Deus não se importa com alguns de seus filhos.
                                                                                “Deus não joga dados”.
                                                                                                                                                    Albert Einstein

No Gênesis consta: “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança... E Deus os abençoou... E Deus viu que tudo que havia feito,... era muito bom.”  De forma que Somos Filhos de Deus Perfeitos e Harmoniosos criados a sua imagem e semelhança.

Então por que vivemos nesta grande “luta” pela sobrevivência, procurando desesperadamente a felicidade, a vida harmoniosa, a prosperidade, o amor e a Salvação prometida pelas Religiões?

Acredito que neste inicio de Milênio estamos começando a “despertar” de um sono profundo de ignorância e abrindo nossa consciência para conhecimentos mantidos ocultos por séculos, o que nos impedia de seguir em frente e de viver conforme a natureza de nossa criação. Deus “criou tudo muito bom”.    

Vivemos num mundo tridimensional - mundo das formas -  mundo criado pelo pensamento - sujeito às diversas leis que o regem. São leis físicas, mentais, naturais, espirituais, universais e etc. São leis que reagem aos nossos pensamentos, emoções e atitudes e criam a nossa vida e todas as circunstâncias ao nosso redor.  

No passado nos foram negados, e foram manipulados e distorcidos os conhecimentos e a aplicação dessas leis por motivos religiosos, políticos, econômicos. Incutiram na mente da humanidade, em nossas almas e nas nossas vidas o medo, a culpa, o pecado, a submissão com o propósito de manutenção do Poder.  

Levaram-nos a sentir dependentes de pessoas, instituições, religiões, mestres, gurus, padres, bispos com a promessa de alcançarmos a “Salvação” e irmos para um Céu de acesso a poucos.

Como conseqüência quase a totalidade da humanidade vem carregando sofrimentos, angústias, misérias, doenças, carências de todas as espécies,  sendo vitimas de seus próprios pensamentos e emoções por desconhecerem as leis que regem o Universo e nossas vidas como co-criador de Deus.

No livro “O Segredo” da autora Rhonda Bynrne, o Dr. Joe Vitae afirma a existência da Lei da Atração, umas das leis da Natureza, é tão imparcial e impessoal quando a lei da gravidade. É precisa, exata. 

Pela lei da atração atraímos tudo que aconteceu e está acontecendo nesse momento em nossa vida.  Com nossos pensamentos constantes e duradouros e as nossas emoções atraímos para nós todas as circunstancias e situações, sejam elas maravilhosas, positivas ou negativas.

Atraímos nossos relacionamentos, nossos empregos, nossa família, nossos amigos, nossos colegas, nossa profissão, nossas viagens, nossos passeios, as doenças, as carências, tudo de bom e ruim.

                                                                “Tudo que somos é resultado do que pensamos”
                                                                      Buda (563 a.C – 483 a.C)

A maioria das pessoas entende o que é sentir bem ou mal, mas não consegue perceber que elas estão convivendo a maior parte do tempo com sentimentos negativos - tristeza, raiva, medo, ressentimentos, solidão, carência, irritação, desarmonia, julgamento, discriminação e reclamações.

Uma pessoa que fixe a mente no lado sombrio da vida, que fique revivendo os infortúnios e as desilusões do passado está pedindo que ocorra o mesmo no futuro. Se você nada vê no futuro senão má sorte, está pedindo por ela e certamente irá obtê-la”
                                                                                                Prentice Mulford

Esses sentimentos são energias. Toda energia tem uma freqüência que sintoniza com a lei da atração. E esta vai responder a esses sentimentos e emoções como circunstâncias e acontecimentos da mesma freqüência em nossa vida. Determinando o rumo de nosso futuro. Para o bom ou ruim.


No livro Linguagem do Corpo, da autora Cristina Cairo, é descrito como nossos sentimentos e emoções em relação às pessoas, as circunstancias, aos acontecimentos e aos fatos influenciam a nossa saúde manifestando diversos tipos de doenças no nosso corpo.

“Se está carente, preso de pobreza ou doença, e porque não acredita ou não entendeu o poder que é seu. Não se trata de receber algo do Universo individualmente – ele oferece tudo a todos, sem qualquer parcialidade.”                                                                                                                                           
                                                                                                                   Robert Coller

São simbologias dos nossos sentimentos e emoções manifestadas em nosso corpo como doenças para servir de alerta de que estamos em desarmonia com algo, alguém ou com todo ao nosso meio.

                     
Imagino que não somos vítimas do acaso e nem tão pouco estamos sujeitos as injustiças do mundo, das pessoas, da família, dos nossos antepassados e do Estado.  

       "Não existem vitimas e nem vitimados. Somos responsáveis por tudo o que vem a nós”
                                                                                                         Jack Canfield

 A esperança da humanidade é que o conhecimento dessas leis não é mais domínio exclusivo de pessoas, instituições, Estados, Governos e dessa ou daquela religião.  É domínio da humanidade, como sempre deveria ser.  

No inicio desse Milênio temos a oportunidade de buscar conhecimentos, expandir nossa consciência e utilizá-los para nosso bem e de toda a humanidade sem que sejamos perseguidos, discriminados, criticados, julgados, ex-comungados ou queimados. Vivemos a melhor época da historia para adquirir informações e conhecimentos sobre infinidades de assuntos.

“Então, se você se julga esse “invólucro de carne” que circula por aí, pense duas vezes. Você é um ser espiritual! Você é um campo energético, operando num campo energético mais amplo”
                                                                                            James Ray